Foge de mim que sinto que estarei Para sempre à tua sombra. Nunca mais Sozinha na soleira dos portais Da vida individual comandarei Minha alma ou erguerei serenamente A mão no sol, como fazia antes, Sem a impressão de ausente ter no instante Teu toque na palma. Quer sina tente Nos separar, teu coração colou No meu, que bate em dobro. Se algo faço Ou sonho, isso te inclui, como sobrou Uva no vinho por sabor. Se peço A Deus por mim, teu nome ele escutou, Vendo o pranto de dois neste olhar baço.
Elizabeth Barrett Browning
Pintura de Auguste Toulmouche