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O Coração
O coração é o colibri dourado
Das veigas puras do jardim do céu.
Um — tem o mel da granadilha agreste,
Bebe os perfumes, que a bonina deu.
O outro — voa em mais virentes balsas,
Pousa de um riso na rubente flor.
Vive do mel — a que se chama — crenças —,
Vive do aroma — que se diz — amor. —
Castro Alves
Recife, 1865 - em Espumas Flutuantes, 1870
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Obra: Girl Braiding Her Hair, de Albert Anker (1887).
