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terça-feira, 9 de maio de 2017

Flora Spring in the Garden of the Villa Borghese

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Desponta a estrela d'alva, a noite morre,
Pulam no mato alígeros cantores,
E doce a brisa no arraial das flores,
Lânguidas queixas murmurando corre.

Volúvel tribo a solidão percorre
Das borboletas de brilhantes cores;
Soluça o arroio; diz a rola amores
Nas verdes balsas donde o orvalho escorre.

Tudo é luz e esplendor; tudo se esfuma
Às carícias d'aurora, ao céu risonho,
Ao flóreo bafo que o sertão perfuma!

Porém minh'alma triste e sem um sonho
Repete olhando o prado, o rio, a espuma:
_ Oh! mundo encantador, tu és medonho!

Fagundes Varela

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Obra: Flora Spring in the Garden of the Villa Borghese, de Lawrence Alma Tadema (1877).